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SUSPENSÃO CORPORAL


A suspensão corporal não é uma prática nova, e existem registros de que já era utilizada por tribos antigas nos Estados Unidos e índia, entre tribos de outros países. O motivo pelo qual era praticada não se sabe ao certo: podia ser uma forma de ritual ou até uma tortura.




O fato é que hoje em dia a prática é realizada por diversas pessoas em busca dos mais variados sentimentos, como medo, adrenalina ou simplesmente dor. Outros praticam como uma forma de ritual, outros para praticar meditação. Os motivos alegados são os mais diversos.



Existem casas especializadas em fazer a suspensão corporal – e não é para menos, um erro na hora de levantar a pessoa ou colocar os ganchos pode resultar até em morte! Por isso é importante que o candidato a ser suspenso seja acompanhado o tempo todo por profissionais. Depois da suspensão corporal a pessoa leva cerca de dois a três dias para se recuperar dos ferimentos provocados pelos furos dos ganchos.

Quando uma pessoa se candidata a esse estranho lazer, primeiro ela deve ser submetida a uma análise feita por profissionais, que vão analisar fatores como altura e peso da pessoa – isso faz toda a diferença na hora de saber onde os ganchos serão colocados, já que uma pessoa alta e magra possui densidade diferente de uma pessoa com o mesmo peso mais estatura menor.




Depois que essa análise é feita o profissional começa a fazer a marcação de onde os ganchos ficarão na pele.



Essa etapa de análise e marcação deve ser feita com muito cuidado e exatidão, pois se os ganchos forem colocados de maneira errada ou nos pontos incorretos, a pele da pessoa pode estourar quando ela for suspensa. Além de ficar com a pele seriamente ferida, a pessoa ainda corre o risco de cair no chão e se machucar gravemente.



Depois que a marcação é feita, é hora de colocar os ganchos. Os ganchos devem ter uma agulha para ajudar a perfurar a pele, e são passados pelos pontos marcados anteriormente. As cordas são amarradas nos ganchos e a pessoa já está pronta para ser suspensa.

Enquanto dura a sessão de suspensão, dados como a pressão são monitorados pelo profissional que acompanha a pessoa. Para evitar machucados ou mau jeito um suporte é colocado sob a cabeça (os riscos de colocar ganchos na face e pescoço são muito grandes, por isso o suporte é necessário).




Depois que a sessão termina o profissional retira os ganchos e faz massagem na pessoa para retirar o ar que ainda ficou dentro da pele. Os ferimentos são cobertos com curativos. Durante todo o processo, a pessoa permanece lúcida e não é anestesiada.

MICRODERMAL

A microdermal ou superfície de ancoragem tem evoluído a partir das técnicas utilizadas em pocketing, ancoragem dérmica e implantes transdérmicos. "A idéia é dar a aparência estética de um implante transdermal , mas com a simplicidade e segurança de um piercing "(Brian Decker - Corpo Arte Pura). A maneira mais simples para descrever a jóia é a de um implante transdermal miniaturizados , ou seja, uma placa plana que fica sob a pele com uma saída única para um post barbell dando o efeito visual de joalharia ( um cordão , ponto, etc ) que parece ser parafusado diretamente no corpo.


Há uma série de jóias microdermal projetos semelhantes sendo feitos por vários fabricantes , mas todos eles compartilham alguns elementos básicos do projeto . Seguindo as idéias propostas por implantes transdérmicos , a parte das jóias que fica sob a pele tem um número de furos para permitir que o tecido a crescer por meio , ancorando as jóias no lugar. É possível que , a fim de minimizar alguns dos riscos a longo prazo deste tipo de jóias é feita de titânio ao invés de qualquer tipo de aço.



Apesar de relativamente novo , um número significativo de microdermals (de vários projetos ) foram inseridos com sucesso e curados. Com algumas estimativas sobre o índice de rejeição tão baixo como 2%. O pós-tratamento recomendado varia de artista para artista , mas todos mantendo a área limpa, seca e livre de substâncias irritantes. O tempo de cura é 1-3 meses.






FONTE: BMEzine.com

IMPLANTE OCULAR


Agora é possível colocar uma implante ocular na superfície do branco do olho. Não só é possível, mas , pelo menos na Holanda ( onde a eutanásia é permitida também ), é um procedimento legal oferecido por clínicas oftalmológicas com a marca JewelEye.

Do Instituto Holandês para o site Innovative Ocular Surgery 's :

Em 2002, o Instituto Holandês para Innovative Ocular Surgery desenvolveu um implante que pode ser implantado dentro da conjuntiva, interpalpebral superficial . O implante não interfere com as funções ocular , ou seja, o desempenho visual e da motilidade . O implante é feito de um material especialmente projetado, que pode ser moldado em todos os tipos de formas e tamanhos desejados .

As formas disponíveis incluem:
Coração
Estrela
Sinal de Euro
Trevo de quatro folhas
nota musical




Gerrit Melles, diretor do Instituto Holandês para Innovative Ocular Surgery , que desenvolveu o processo há dois anos, diz:




Na minha opinião, é um pouco mais sutil do (corpo) piercing. É um pouco de uma coisa divertida e uma coisa muito pessoal para as pessoas. Sem fazer qualquer dano ao olho, nós podemos implantar uma jóia na conjuntiva. Até agora, não vimos qualquer efeitos colaterais ou complicações , e não esperamos qualquer no futuro.

A jóia em si é de uma liga de platina de aproximadamente 1 / 8 " de diâmetro, e tê-lo inserido é feito sob anestesia local a partir de cerca de US $ 750. O procedimento leva cerca de 15 minutos. Como de escrever esta entrada , sete implantes deste tipo foram executado, e da clínica afirma ter uma lista de espera de pessoas querendo mais.



Nesta fase , os implantes JewelEye estão disponíveis apenas na Holanda, onde a jóia só pode ser implantado por um oftalmologista registados ( sob condições estéreis , é claro) .


Fonte: BMEzine.com

IGREJA DA MODIFICAÇÃO CORPORAL - SIM... ELA EXISTE!!!

"A Igreja da Modificação Corporal representa uma coleção de membros praticam os ritos antigos e modernos modificação corporal.Nós acreditamos que estes rituais são essenciais para  a nossa espiritualidade.  Praticando modificação do corpo e se engajar em rituais de manipulação do corpo fortalecer o vínculo entre mente, corpo e alma. Fazendo isso, podemos garantir que vivemos as pessoas espiritualmente completo e saudável.
 
 
 
Temos, a congregação da Igreja da Modificação Corporal sempre respeitar nossos corpos. Prometemos sempre crescer como indivíduos através da modificação do corpo eo que ele pode nos ensinar sobre o que somos eo que podemos fazer. Nós prometemos partilhar as nossas experiências de forma aberta e honesta, a fim de promover o crescimento da mente, corpo e alma. Nós os honramos todas as formas de modificação do corpo e aqueles que optam por práticas de modificação corporal, por qualquer motivo. Temos também a promessa de respeitar aqueles que não escolhem a modificação do corpo. Apoiamos todos os que se juntarem a nós na nossa missão e ajudar aqueles que procuram nos que precisam de orientação espiritual. Nós nos esforçamos para compartilhar uma mensagem positiva com que todos nos deparamos, a fim de atuar como modelos positivos para as futuras gerações na comunidade de modificação do corpo. Nós sempre respeitar os códigos básicos de ética e de encorajar outros a fazer o mesmo. Somos uma comunidade dinâmica, sempre crescendo e mudando, continuamente promover a segurança, educação e experiência em modificação corporal.
 
 
 
Como seguidores desta fé, que é o nosso propósito é educar e inspirar, para compartilhar idéias e ajudar uns aos outros alcançar nossos sonhos. Nós nos esforçamos para unificar e fortalecer a nossa mente, corpo e alma para que possamos superar quaisquer desafios que possam surgir. Afirmamos e proteger os nossos direitos para modificar os nossos corpos e nossas práticas rituais.




Acreditamos que nossos corpos pertencem apenas a nós mesmos e é uma entidade inteira e integrado: mente, corpo e alma. Mantemos temos o direito de alterá-las para o espiritual e por outras razões.



Afirmação da nossa vida, a respiração, os seres físicos é fundamental para a nossa auto-identidade e nos ajuda a definir quem somos. A Igreja da Modificação Corporal promove o crescimento e afirmação de uma perspectiva mais ampla do nosso físico e espiritual. "



SE VOCÊ QUISEER SABER MAIS SOBRE A IGREJA, VALE A PENA VISITAR O SITE: http://www.uscobm.com/, QUE CONTA TAMBÉM COM UMA LOJA VIRTUAL QUE TEM VÁRIAS COISAS BACANAS.

É A BODY MODIFICATION LUTANDO POR SEU ESPAÇO NA SOCIEDADE. EU APOIO TOTALMENTE...




fonte: church of body modification

NAVALHA NA CARNE!!!

Vista por muitos como uma forma de automutilação, a body modification ganha adeptos e desperta o interesse de pesquisadores.






Línguas partidas ao meio, testas enfeitadas com chifres, corpos suspensos por fios de aço enganchados na própria pele. Esses são só alguns exemplos do que uns definem como movimento, outros como um desvio: body modification, ou bod-mod para os íntimos. O termo em inglês engloba um grande número de procedimentos cirúrgicos voluntários que deixam marcas no corpo - a maior parte delas, irreversíveis e dolorosas.



Os motivos que levam pessoas - grande parte delas com vidas e rotinas tão comuns quanto a sua - a transformar sua aparência são bastante diversificados. O que todas têm em comum é a certeza de que são donas de seus corpos e, por isso mesmo, podem fazer o que quiser com eles. Mas o que isso nos diz sobre a sociedade em que vivemos? Será que nossos padrões de beleza estão mudando?







Influências

Se levarmos ao pé da letra, a modificação do corpo humano começou no dia em que o primeiro homem se depilou ou na noite em que a primeira mulher passou maquiagem. São ações simples, mas que intervêm no projeto original. Mas, deixando o pé da letra em paz, nossa história começa com as grandes navegações, quando os europeus passam a ter contato com tatuagens da Oceania, escarificações da África, enfeites perfurantes e rituais de suspensão da Ásia e da América. Essas tradições milenares vieram dar nas praias da Europa e, até o meio do século 20, eram coisa de marinheiro, prostituta e outros freqüentadores das zonas portuárias. Nos anos 1960, o clima de "bicho grilo" e a valorização da cultura oriental teve como reflexo a maior aceitação das tatuagens. No final dos anos 1970, punks ingleses e gurus californianos (Fakir Musafar foi e ainda é o maior deles) introduziram as perfurações no repertório. Nos anos 1980, os yuppies decretaram tudo um nojo e só no início dos anos 1990 o movimento começou a ganhar corpo novamente.



Mas, a essa altura, algo muito maior do que um renascimento da tatuagem e dos piercings estava acontecendo. "A body art começou a ser empregada por pessoas que não se consideravam parte da turma dos tatuados e de maneiras que teriam causado consternação mesmo entre os fanáticos por tatuagem", escreveu a socióloga americana Victoria Pitts, no livro In The Flesh - The Cultural Politics of Body Modification ("Na carne - As políticas culturais da modificação corporal", sem tradução em português). Segundo ela, nessa época, coincidiram a explosão de estilos e performances, a ascensão de estúdios especializados e o surgimento de revistas, websites, exposições e livros celebrando e debatendo essas práticas. Tudo isso, segundo Pitts, acabou culminando no surgimento de um movimento, a body modification.





Sexo, fé e chips

Dentro do movimento, Pitts destaca três tendências principais: gays e lésbicas, que usam suas modificações para sublinhar sua opção sexual; "modernos primitivos", que desejam alcançar transcendência espiritual por meio de provações físicas; e "ciberpunks", que buscam romper fronteiras tecnológicas usando o próprio corpo.



A tribo dos "modernos primitivos" se inspira em rituais e costumes de civilizações arcaicas. Para eles, tatuagens, cicatrizes, perfurações e suspensões (veja o glossário na página ao lado) são uma maneira de entrar em contato com o divino. No livro Pagan Fleshworks - The Alchemy of Body Modification ("Trabalhos pagãos - a alquimia da modificação corporal", sem tradução em português), a psicóloga americana Maureen Mercury explica que, para esse grupo, a transformação estética deve ser acompanhada de transformação psíquica. Mais do que uma escolha, esses rituais seriam uma necessidade. "A vida em uma sociedade dessacralizada requer medidas drásticas para restaurar nosso balanço com o cosmos", escreveu.



Já os ciberpunks batem de frente com esses ideais. Ele formam o grupo empenhado em realizar os sonhos (e pesadelos) que a ficção científica elabora desde os anos 1960. Eles implantam chips que conectam o sistema nervoso à internet, instalam câmeras que filmam o interior do corpo e substituem osso e carne por metal e plástico. Ou seja, buscam confundir as fronteiras entre homem e máquina.



Outra beleza?

Fora desses três grupos, sobra uma motivação bem mais simples para encarar agulhas, ferros quentes e tesouras: grande parte das pessoas que integram o movimento da body modification quer se sentir mais bonita. No site canadense bmezine.com (Body Modification E-zine), modificados de todo o mundo trocam experiências e imagens. Os participantes contam a história de cada alteração e os planos para investidas futuras. Há um clima explícito de exibicionismo.



Línguas bipartidas são sexy, escarificações dão inveja e implantes bem-feitos despertam admiração. Exatamente da mesma forma que piercings no umbigo fazem sucesso entre adolescentes, tatuagens em forma de estrela viraram fetiche na era pós-Gisele Bündchen e peitos de silicone são cada vez mais comuns entre homens e mulheres. "Os bod-mods não são diferentes de mulheres exageradamente vaidosas, que procuram cirurgiões famosos. Tem quem pague uma fortuna para ser atendido pelos modificadores top de linha quando eles vêm ao Brasil. Nos dois casos, é um sinal de status", diz a artista plástica Priscilla Davanzo, que faz mestrado sobre o assunto na USP.



Há, no entanto, uma diferença fundamental entre quem encara uma cirurgia para conseguir o corpo perfeito e os integrantes do movimento bod-mod. No primeiro grupo, estão pessoas dispostas a se inserir nos padrões impostos pela sociedade. No segundo, pessoas dispostas a desafiá-los. E é essa diferença que faz emergir diversas críticas aos adeptos da body modification.



Para muitos psicólogos, as práticas dolorosas e pouco convencionais são formas de agressão física, de automutilação, que refletem uma insatisfação da pessoa com ela mesma. "O que fazemos na superfície quase sempre tem uma relação profunda com o que está por dentro", disse a psicóloga inglesa Corinee Sweet ao jornal londrino The Guardian em um artigo sobre modificação corporal.



Mas nem todo mundo concorda com essa visão. "Essas críticas refletem uma noção do corpo como algo fixo e imutável", escreveu Victoria em In The Flesh. "Como as práticas de modificação vão de encontro às normas de beleza ocidentais, que idealizam peles macias e imaculadas, elas são vistas como mutilações." No livro A Lei do Mais Belo, a psiquiatra americana Nancy Etcoff defende a tese de que o que leva alguém a passar por essas modificações é, ironicamente, uma alta dose de auto-estima. É como se elas estivessem dizendo que não precisam se preocupar com o padrão imposto, um aviso de que são tão seguras quanto à sua aparência que continuam atraentes mesmo depois de passar pelas transformações. "Tatuagens e escarificações são dolorosas de ser feitas e carregam riscos de infecção. Como guerreiros que exibem orgulhosos as cicatrizes das batalhas, os modificados estão mostrando que enfrentaram e superaram um desafio físico", escreveu.









Cara do futuro

Mas aonde isso tudo vai parar? Será que as body modifications serão um dia tão normais quanto tatuagens e piercings? É certo que nossa sociedade tende a se tornar mais liberal com o tempo. Em apenas um século, homens e mulheres subverteram os padrões de cabelos curtos e compridos, por exemplo. "A gente é a ponta do iceberg", diz Filipe Julio, do site www.neoarte.net, um dos principais de bod-mod do Brasil, com meio milhão de visitas desde 2002. "Somos a primeira geração que viveu isso e nossos filhos já vão crescer com outra visão."



Mas há quem duvide de que mudanças tão radicais possam ser aceitas de forma generalizada. Mesmo porque, como ressalta Victoria, "o radicalismo dos modificadores é moldado pelas forças sociais a que eles buscam se opor". Assim, é possível que, à medida que se tornem aceitáveis, as transformações evoluam entre os adeptos do movimento.



De uma forma ou de outra, o que parece irrevogável é a possibilidade de transformarmos nossos corpos. "Independentemente de estar dentro ou fora dos padrões, a idéia de modificar está presente na nossa história. E isso se acelera no sistema capitalista, em que as coisas perdem a validade com muita rapidez. É preciso criar novos modelos", diz Priscilla Davanzo. Seja em clínicas de cirurgia plástica ou em estúdios especializados, a galeria de novas possibilidades não pára de crescer.
 
FONTE: REVISTA SUPERINTERESSANTE